TORRES NOTICIAS


sexta-feira, 31 de agosto de 2018

TORRES NOTICIAS TSE decide hoje o destino de Lula na propaganda no rádio e na televisão


Corte realiza sessão extraordinária para discutir pedidos 
de registro de postulantes à Presidência e pode decidir 
se o petista aparecerá no horário eleitoral gratuito 
e até mesmo se será candidato

Publicado em: 31/08/2018 07:14 Atualizado em: 31/08/2018 07:17


 Os rumos da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — condenado, preso e inelegível pela Lei da Ficha Limpa — devem ser definidos hoje pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte realiza, a partir das 14h30, uma sessão extraordinária, convocada pela presidente do tribunal, ministra Rosa Weber, para avaliar pedidos de candidatura. O caso do petista não foi incluído na pauta, pois depende do relator, que, no início da sessão, pede para colocar o processo em julgamento. Existe uma liminar, apresentada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitando que o candidato do PT seja impedido de aparecer no horário eleitoral gratuito


As campanhas no rádio e na televisão começam hoje. Amanhã, vão ao ar os primeiros vídeos dos presidenciáveis. Mas a possibilidade de que esse processo comece com pedidos de candidatura ainda pendentes cria insegurança jurídica no país e pode causar confusão entre os eleitores. Principalmente pelo fato de Lula — candidato mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto — estar na iminência de ter suas pretensões políticas barradas, por ter sido condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).


Sentenciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de réus condenados por um tribunal colegiado. A procuradora Raquel Dodge afirmou, ontem, pouco antes de uma sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), que espera que o TSE julgue, na sessão de hoje, a situação do petista no horário eleitoral. Em liminar, apresentada para impugnar a candidatura dele, ela pediu que a Corte eleitoral antecipasse a decisão para impedir que o ex-presidente apareça na propaganda nos meios de comunicação.

O Ministério Público argumenta que Lula está inelegível por causa da condenação. De acordo com Dodge, devido a isso, ele não deve ser apresentado como presidenciável. A ministra Rosa Weber lembrou ser necessário que os ministros solicitem o julgamento das candidaturas em específico. “Vamos julgar os casos que os relatores levarem à mesa. A pauta pode ser alterada no início da sessão. Alguns temas já estão definidos”, afirmou.


O ministro Luís Roberto Barroso é o relator do pedido de registro de candidatura de Lula e de ações de indeferimento apresentadas contra o petista. Ele deve fazer isso se entender que, com os argumentos da defesa, em documento entregue na noite de ontem, é possível levar o caso a julgamento. São mais de 200 páginas no documento produzido pelos advogados de Lula. Não está descartado que os ministros avaliem a candidatura em si, deferindo ou não o pedido do PT para que ele concorra nestas eleições. Se a candidatura for rejeitada, cabem embargos de declaração no próprio TSE e recurso extraordinário ao Supremo.

 


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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

TORRES NOTICIAS Por 6 votos a 1, TSE nega pedido de Lula para ter tempo de campanha na TV

Ex-presidente queria mesmo tratamento 
de outros candidatos à Presidência


28/08/2018 .  




BRASÍLIA — Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, na noite desta terça-feira, um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que as emissoras de TV façam a cobertura da campanha do petista, que está preso em Curitiba, da mesma forma que produzem conteúdo relacionado a outros candidatos. Os canais de TV questionados pelo petista eram TV Globo, TV Ômega Ltda., Bandeirantes, Record e SBT.
O petista está preso em Curitiba e já foi condenado em segunda instância. A Lei da Ficha Limpa não permite candidaturas nessas situações. Apesar disso, o PT insiste na candidatura do ex-presidente, que tem sido representado por Fernando Haddad, registrado no TSE como vice de Lula. Apenas o ministro Napoleão Nunes Maia divergiu do entendimento da maioria.



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TORRES NOTICIAS Quatro candidatos ao governo de Pernambuco participam de debate


Eles responderam a perguntas feitas 
por adversários e jornalistas da Rádio 
Jornal, no Recife, nesta terça-feira (28).

28/08/2018 .  


 uatro candidatos ao governo do estado de Pernambuco participaram, na manhã desta terça-feira (28), do primeiro debate realizado pela Rádio Jornal, no Recife. Estiveram presentes Armando Monteiro (PTB), Dani Portela (PSOL), Maurício Rands (Pros) e Paulo Câmara (PSB).

Pernambuco tem, ao todo, sete concorrentes ao governo. Segundo os organizadores do debate, foram convidados os canditados que integram partidos políticos com, no mínimo, cinco parlamentares no Congresso Nacional.
O debate foi dividido em quatro blocos:
  • Primeiro bloco: apresentação dos candidatos e perguntas entre os opositores.
  • Segundo bloco: perguntas de jornalistas da Rádio Jornal.
  • Terceiro bloco: perguntas entre candidatos.

  • Quarto bloco: perguntas de jornalistas da Rádio Jornal e considerações finais.
  • No primeiro bloco, cada candidato respondeu à mesma pergunta: "Por que eu quero ser candidato a governador de Pernambuco?"
Primeiro a responder, Maurício Rands (Pros), explicou o que o motivou a se lançar na disputa. "Quero governar o meu estado, porque gosto de gente, porque construí em 30 anos de vida pública, profissional e acadêmica, a capacidade de fazer Pernambuco avançar. Queremos um Pernambuco emancipado da burocracia, da corrupção, da casa grande, das difíceis condições de saúde, educação e mobilidade. Queremos um Pernambuco que volte a crescer com inclusão social. Nós montamos uma coligação pequena com o Pros, um partido novo que está surgindo, com o PDT e com o Avante. Uma coligação que apresenta na chapa dois homens e duas mulheres, eu candidato a governador, Isabela de Roldão candidata a vice, e Silvio Costa e Lídia Brunes candidatos ao Senado, para mudar Pernambuco."

Na sequência, Dani Portela (PSOL) apresentou as razões que a levaram a concorrer ao cargo. "[Sou] candidata a governadora pelo PSOL, o partido do solzinho, de Marielle Franco. Em nome dessa flor que nos foi tirada, nós estamos aqui para lançar a nossa candidatura. Como advogada, tenho viajado esse estado inteiro e como professora, também. Tenho visto o descontentamento [da população], as pessoas estão incrédulas. Nós temos 12 anos do governo do PSB, e todos os que estão aqui [os demais candidatos] já foram governo antes em algum momento e eu sou a única que nunca foi governo. [...] A gente precisa governar de mão dadas com o povo, pelo poder popular, por mais justiça social, e é em nome disso que nós queremos um Pernambuco independente para todas e todos."

Paulo Câmara (PSB), atual governador, defendeu a gestão e a continuidade. "A gente teve a capacidade e a determinação nos últimos anos de governar esse estado. Governamos em um momento de muita dificuldade: a maior crise que esse Brasil já viu e questões estruturadoras também, como a maior seca da história. Mesmo assim, tivemos a capacidade de transformar Pernambuco em um estado eficiente, com educação pública de qualidade. Sabemos que temos muito o que fazer, os próximos anos vão continuar a ser desafiadores. Nós temos um governo que faz as entregas, que ouve a população, que percorre todas as regiões do estado, ouvindo, planejando, priorizando aquilo que é importante. E vamos ter em 2019 oportunidade de ter o presidente Lula governando o Brasil para voltar a crescer muito, diferente da forma que hoje é administrado pelo presidente Temer e seus aliados."

Armando Monteiro (PTB) foi o último a participar da abertura do debate. "Nesse momento, nenhum pernambucano pode se omitir. Eu pretendo reunir e juntar Pernambuco, promover uma grande união. Por isso, atendi a uma convocação de uma ampla frente política, porque Pernambuco precisa resgatar o seu papel nos cenários nacional e regional. É preciso devolver a esperança aos pernambucanos. [...] Grande parte dos avanços que fizemos de 1998 até 2014 foi praticamente anulada nos últimos anos. O povo de Pernambuco sabe que a eleição de 2014 se revestiu, claramente, de um caráter de homenagem ao ex-governador Eduardo Campos, uma homenagem justa, mas a partir daí, infelizmente, Pernambuco viveu um grave retrocesso."

Segundo, terceiro e quarto blocos

No segundo bloco, jornalistas da emissora fizeram os questionamentos para cada candidato. Os temas das perguntas foram: recuperação da BR-232 e segurança na rodovia; investimentos em saúde; combate à violência contra a mulher e investimentos no Porto de Suape.
No terceiro bloco, os candidatos voltaram a fazer perguntas entre si. No último, profissionais da Rádio Jornal fizeram outros questionamentos, agora com os seguintes temas: mortalidade infantil, sistema prisional, cumprimento de promessas da campanha passada e a criação de uma moeda comunitária.

Considerações finais

Ao final, no quarto bloco, cada candidato teve oportunidade de fazer as considerações finais.





Amando Monteiro ressaltou a importância do encontro. "Debate é sempre um grande momento na sociedade, onde se discute os temas que interessam ao cidadão eleitor. Um debate que possa ser feito de maneira honesta, um governo honesto começa com um debate honesto, não sair do prumo, não falsear, não mentir e não fazer falsas promessas. Eu entendo que Pernambuco tem todas as condições de se recuperar e resgatar a esperança. [Somos] um povo trabalhador, empreendedor e, para isso, é preciso um governo. O que tem faltado a Pernambuco é governo, um governo que olhe para os mais carentes, que faça na saúde um atendimento digno, humanizado, que restaure a autoridade, que atue na questão do combate à criminalidade sem tréguas e que possa olha o micro e pequeno empreendor, porque esse é que gera empregos. Por tudo isso, nós temos muita confiança que Pernambuco vai fazer a escolha por um novo caminho."
Maurício Rands defendeu o seu nome na disputa. "Esse debate mostrou que a minha é a candidatura da esperança, da inovação, da reconstrução da politica e da mudança dos métodos de governar, desde a construção da candidatura. Nós fazemos um programa de governo colaborativo, você que nos ouviu até agora pode entrar na plataforma rands90.com.br e opinar quais os problemas que você quer solucionados na sua região, para seu setor específico. Volto a Pernambuco, à política, pra trazer a minha experiência que tive pra ajudar o estado a se recosntruir. Ficou claro que se você está satisfeito com o presente, fica com atual governo. Se quer uma oposição de esquerda, vota em Maurício Rands."
Paulo Câmara falou sobre compromissos. "Vamos continuar trabalhando por uma educação de qualidade, melhorando, sendo uma referência no Brasil. Continuaremos a diminuir a violência, como nós estamos fazendo no ano de 2018, com ações que façam acontecer prisões de homicidas e de traficantes de drogas. Ampliaremos os serviços de saúde, como nós estamos trabalhando muito e buscando ser eficientes. Fazer mais com menos, ao mesmo tempo, concluir as obras que a crise não deixou, Devolveremos os empregos que essa crise também tirou, criando um grande pacto pelo emprego na mesma forma que nós fazemos nas outras áreas, e criar no ano que vem programas de assistência, de transferência de renda, programas que possam dar aos que mais precisam um 13° do bolsa família. Pernambuco não pode andar para trás, Pernambuco é um estado de vanguarda que nasceu para estar na frente e nós estamos trabalhando muito para Pernambuco ficar na frente."

Dani Portela, que foi a última a falar, avaliou o quadro político. "Pernambuco já vem sendo governado pelo mesmo grupo há 12 anos. Então, 2018 é um ano crucial, que exige que as pessoas tenham lado. E o nosso lado sempre foi do lado do trabalhador. O PSOL é um partido de esquerda e que estava do lado de Lula, do lado de Dilma, na hora que outras pessoas se retiraram, nas horas mais difíceis, e a gente não fica puxando isso como uma bandeira. Serei a governadora do cooperativismo, pois acreditamos que é a forma de ser mais inclusiva, participativa, gerar emprego e renda, Pernambuco com esperança, sem medo de mudar Pernambuco, com participação popular, inclusão social e com as mulheres no centro dessa mudança."









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TORRES NOTICIAS Lula pede ao TSE para gravar programas eleitorais na cadeia

A peça, assinada por cinco representantes legais de Lula, apresenta que o ex-presidente ainda não teve sua condenação transitada e julgada pela Justiça

Publicado em: 28/08/2018 17:34 Atualizado


Advogados que representam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva requeriram ao Supremo Tribunal Federal que o petista pudesse gravar imagens para o horário eleitoral, transmitido na próxima sexta-feira (31).


A peça, assinada por cinco representantes legais de Lula, apresenta que, mesmo detido há mais de quatro meses em Curitiba, o ex-presidente ainda não teve sua condenação transitada e julgada pela Justiça, deste modo estaria em "pleno gozo de seus direitos políticos".


"A Coligação 'O Povo Feliz de Novo', deste modo, busca perante ao Egrégio Tribunal Superior Eleitoral, apenas e simplesmente, que seja reconhecido o direito de seu candidato à Presidência da República de praticar atos relativos à campanha eleitoral, em especial, a gravação de áudios e vídeos para a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão", diz a coligação em petição.

O pedido ainda alega que o petista foi impedido de "participar da agenda natural de todos os demais candidatos e partidos" e que ele participar das campanhas políticas no Rádio e TV contribuiria "para a realização do direito da coletividade de participar da vida política do país de forma plena, podendo ouvir as opiniões do candidato que lidera as pesquisas eleitorais e, eventualmente, escolher entre ele e os demais candidatos ao cargo de Presidente da República".



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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

TORRES NOTICIAS UM DOS MELHORES RADIALISTAS DO NORDESTE JOTA SANTOS FAZ A ABERTURA DE APRESENTAÇÃO DA CANDIDATURA DO DEPUTADO HENRIQUE QUEIROZ E HENRIQUE QUEIROZ FILHO

O deputado Henrique Queiroz (PR) 
vai fazer dobradinha  
com Henrique Queiroz  Filho


23/08/2018   




No dia  22/08/2018  Quarta feira   foi realizada uma grande reunião com os amigos do deputado Henrique Queiroz  em sua residência , onde foi apresentado  pelo Radialista
Jota santos  as  candidaturas  do Henrique Queiroz  a deputado Federal  e a do seu filho  Henrique Queiroz filho a deputado estadual
Onde foi apresentado varias liderança que vai apoia a candidatura do Henrique Queiroz e seu Filho

Com sua larga experiência política, está no décimo mandato como deputado estadual, Henrique Queiroz agora sai  candidato a deputado federal mais votado do seu partido,  Como aconteceu nos últimos pleitos, ele deverá receber votos em pelo menos 80 municípios de todas as regiões do Estado.


Além de Vitória, ele alcançará grande votação em cidades importantes como Limoeiro, Pombos, Gravatá, Escada, Ribeirão, Glória do Goitá e Feira Nova. Também terá boas votações em Chã de Alegria, Lagoa de Itaenga, Passira, Buenos Aires, Buíque, Tupanatinga e Exu, no Sertão do Araripe. Em todos esses municípios, o deputado já apresentou projetos e ações beneficiando as populações.


Por sua vez, Henrique Filho tem demonstrado ter muita vocação para a vida política, tendo acompanhado o pai nas últimas campanhas, mantendo contato com as lideranças políticas, empresariais e comunitárias. Henrique Filho  também tem encontrado muito apoio dos jovens eleitores, por ter bastante conhecimento dos problemas e dos anseios da juventude.
Henrique Queiroz deverá manter o mesmo procedimento, conclamando os eleitores a votarem em um candidato que tenha ligação com os seus  municípios e que já tenha demonstrado compromisso com o que promete durante as caminhadas e reuniões.









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TORRES NOTICIAS HENRIQUE QUEIROZ FARÁ VITORIOSA DOBRADINHA COM SEU FILHO

O deputado Henrique Queiroz (PR) 
vai fazer dobradinha com 
Henrique Queiroz  Filho


23/08/2018   



Com sua larga experiência política, está no décimo mandato como deputado estadual, Henrique Queiroz agora sai  candidato a deputado federal mais votado do seu partido e confirmou a candidatura do seu filho a uma vaga na Assembleia Legislativa




Como aconteceu nos últimos pleitos, ele deverá receber votos em pelo menos 80 municípios de todas as regiões do Estado.

Além de Vitória, ele alcançará grande votação em cidades importantes como Limoeiro, Pombos, Gravatá, Escada, Ribeirão, Glória do Goitá e Feira Nova. Também terá boas votações em Chã de Alegria, Lagoa de Itaenga, Passira, Buenos Aires, Buíque, Tupanatinga e Exu, no Sertão do Araripe. Em todos esses municípios, o deputado já apresentou projetos e ações beneficiando as populações.



Por sua vez, Henrique Filho tem demonstrado ter muita vocação para a vida política, tendo acompanhado o pai nas últimas campanhas, mantendo contato com as lideranças políticas, empresariais e comunitárias. Henrique Filho  também tem encontrado muito apoio dos jovens eleitores, por ter bastante conhecimento dos problemas e dos anseios da juventude.
Henrique Queiroz deverá manter o mesmo procedimento, conclamando os eleitores a votarem em um candidato que tenha ligação com os seus  municípios e que já tenha demonstrado compromisso com o que promete durante as caminhadas e reuniões.





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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

TORRES NOTICIAS O caso Lula na ONU e a distância entre a teoria e a vigência dos direitos humanos

Cristiano e Valeska Martins escrevem sobre a obrigatoriedade 
de que o Brasil cumpra as decisões do Comitê de Direitos 
Humanos da ONU

22/08/2018 13h16


Na sexta-feira (17/8), o Comitê de Direitos Humanos da ONU proferiu uma decisão histórica e de alta relevância para a defesa das garantias fundamentais ao acolher o pedido de liminar que apresentamos em favor do ex-presidente Luiz InácioLula da Silva para assegurar que ele possa “concorrer nas eleições de 2018” do Brasil, com “acesso adequado à imprensa e aos membros do seu partido político”.
Em 22 de maio, o mesmo órgão internacional já havia alertado o país para que não fosse realizada “qualquer ação que impeça ou frustre a apreciação” pelo comitê sobre as grosseiras violações a garantias fundamentais que apontamos no corpo do comunicado individual feito em favor do ex-presidente em 28 de julho de 2016 — mesma data em que anunciou que irá analisar o mérito das violações apontadas.
No pano de fundo do comunicado estão fatos notórios ocorridos antes e durante a ação penal em que Lula foi indevidamente acusado e condenado pela prática de “atos indeterminados” para, supostamente, beneficiar uma empreiteira em troca de uma parte do preço de uma afirmada reforma em apartamento em Guarujá (SP) que teria sido “atribuído” ao ex-presidente.
No início do procedimento internacional, apontamos violações aos seguintes dispositivos do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (PIDCPP):
  • Artigo 9 (1) e (4): proteção contra a prisão ou detenção arbitrária;
  • Artigo 14 (1): o direito a um tribunal independente e imparcial;
  • Artigo 14 (2): direito de ser presumido inocente até que se prove a culpa por lei; e
  • Artigo 17: proteção contra interferências arbitrárias ou ilegais na privacidade.
Em julho deste ano, requeremos ao comitê, adicionalmente, a análise de violação ao artigo 25 do PIDCPP, que impede a imposição de “restrições infundadas” ao direito de “votar e de ser eleito em eleições periódicas, autênticas, realizadas por sufrágio universal e igualitário por voto secreto, que garantiam a manifestação da vontade dos eleitores”. O pedido foi acolhido e também será objeto de oportuna apreciação pelo órgão internacional.
À época do protocolo do comunicado, possivelmente diante do ineditismo da medida e do desconhecimento da via, algumas vozes se levantaram para questionar a medida. Atualmente, outras vozes — em regra interessadas no desfecho do processo eleitoral ou mesmo em impedir a candidatura do ex-presidente por algum motivo — tentam converter a decisão e a obrigatoriedade de seu cumprimento pelo país em mera “recomendação” ou em situação de menor relevância jurídica.
Nada mais descabido. Em 2009, de forma soberana e juridicamente válida, o Brasil reconheceu a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU ao aprovar o Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos por meio do Decreto Legislativo 311/2009. Vale dizer, aquilo que era facultativo — a aprovação do protocolo e da jurisdição do comitê — tornou-se obrigatório e vinculante a partir da edição desse ato normativo.
Neste ponto, relevante uma digressão. Após mensagem presidencial dirigida ao Congresso Nacional, o tema tramitou pelas comissões (i) de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; (ii) de Direitos Humanos e Minorias; e (iii) de Constituição e Justiça e de Cidadania, todas da Câmara dos Deputados.
Na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, a relatoria coube ao deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que ressaltou em trecho de seu parecer que foi aprovado em 24/5/2006:
Entendemos que não figura entre as preferências de regimes ditatoriais a assinatura de tratados internacionais de proteção aos direitos humanos e que, em 1992, o Brasil firmava aos poucos, sua democracia. Contudo, quase quinze anos se passaram entre a assinatura do Pacto e seus Protocolos e quase dez desde a recomendação das Nações Unidas. Cabe ao Congresso, portanto, envidar esforços para que a aprovação dos Protocolos seja realizada da forma mais expedita possível”.
No âmbito da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a relatoria coube ao deputado Bosco Costa (PSDB-SE), que apresentou parecer, aprovado em 4/9/2016, destacando o seguinte:
A adesão ao presente protocolo se harmoniza com a política adotada pelo Brasil em suas relações externas. O País já admite a competência de importantes órgãos internacionais de direitos humanos, nos âmbitos global e regional, para o exame de casos individuais, como a Comissão e a Corte Interamericanas de Direitos Humanos, o Comitê para a Eliminação da Discriminação racial e o Comitê para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres. Assim, a aprovação da competência do Comitê das Nações Unidas representa mais um avanço da política brasileira na defesa dos direitos humanos e no reconhecimento do indivíduo, em algumas situações, como sujeito de direito internacional”.
Por seu turno, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a relatoria coube ao deputado Luiz Couto (PT-PB), que destacou em seu parecer, aprovado em 8/11/2006, o seguinte:
O texto é meritório. A adesão ao presente protocolo se coaduna com a política seguida pelo Brasil em suas relações externas, que, de maneira exemplar, defende a proteção internacional do ser humano. Nessa linha, o País já admite a competência de importantes órgãos internacionais de direitos humanos, nos âmbitos global e regional, para exame de casos individuais, como o Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial, o Comitê para a Eliminação da Discriminação contra Mulheres e a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
A aprovação da competência do Comitê das Nações Unidas representa mais um avanço da política brasileira no reconhecimento do indivíduo, em algumas situações, como sujeito de direito internacional”.
O Plenário da Câmara votou a matéria em 5/6/2008, e o Senado, em 10/6/2009, resultando na edição do já referido Decreto Legislativo 311, que foi promulgado pelo então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em 16/6/2006.
Além da existência do aludido ato normativo que reconhece a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU, o Brasil foi notificado sobre a existência do comunicado de Lula e, desde então, apresentou três manifestações perante aquele órgão. Em nenhuma delas o país recusou a jurisdição do comitê para analisar as violações apontadas pelo ex-presidente ou o caráter vinculante das decisões proferidas por aquela instância.
Ao contrário. Em manifestação apresentada em 27/1/2017, o Brasil afirmou: “219. O Estado brasileiro aproveita esta oportunidade para reafirmar seu compromisso com o Sistema de Direitos Humanos das Nações Unidas e particularmente com esse honorável Comitê de Direitos Humanos”.
Em outra manifestação, apresentada em 29/9/2017, a representação do país afirmou: “119. A República Federativa do Brasil reafirma aqui seu comprometimento com o Sistema das Nações Unidas de Direitos Humanos e com esse Comitê”.
É impensável e incompatível com a boa-fé, portanto, que, após confirmar o compromisso de respeitar as decisões do Comitê de Direitos Humanos da ONU por meio de decreto legislativo e também por manifestações no caso concreto de Lula, o Brasil possa se furtar ao cumprimento da decisão proferida pelo órgão internacional.
Oportuno lembrar, ainda, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal registra a obrigatoriedade da jurisdição das cortes internacionais de direitos humanos reconhecidas pelo Brasil. Embora se referindo à Corte Interamericana de Direitos Humanos, o decano da suprema corte, ministro Celso de Mello, fez registrar a necessária “observância, por parte dos Estados nacionais que voluntariamente se submeteram, como o Brasil, à jurisdição contenciosa da Corte Interamericana, dos princípios, direitos e garantias fundamentais assegurados e proclamados, no contexto do sistema interamericano, pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos” (STF, AP 470 AgR-vigésimo quinto, rel. p/ o ac. min. Teori Zavascki, voto do min. Celso de Mello, j. 18-9-2013, P, DJE de 17-2-2014).
A Procuradoria-Geral da República também já se manifestou no mesmo sentido. Na ADFP 320/DF, embora também se referindo à Corte Interamericana de Direitos Humanos, o órgão máximo do Ministério Público Federal defendeu perante o Supremo Tribunal Federal que “as decisões proferidas pela Corte em face do Estado brasileiro têm força vinculante para todos os poderes e órgãos estatais. O cumprimento de suas sentenças é mandatório, nos termos da obrigação internacional firmada pela República”.
Na mesma manifestação, o então procurador-geral da República fez referência ao artigo 7º do ADCT e concluiu: “Houve, pois, decisão constitucional originária de inserir o Brasil na jurisdição de uma — ou mais — cortes internacionais de direitos humanos, o que constitui vetor interpretativo de conciliação do Direito e da jurisdição internos com o panorama normativo internacional a que o país se submeta, em processo integrativo também previsto nos §§ 2º e 4º do artigo 5º da Constituição”.
Acreditamos que o Brasil não irá se deixar contaminar pela antiga tentação de países que negam proteção a garantias fundamentais mediante a invocação de disposições do Direito interno. Até porque essa espécie de recusa é expressamente proibida pelo artigo 27 da Convenção de Viena sobre os Direitos dos Tratados, também aprovada pelo Brasil (Decreto 7.030/2009) sem qualquer reserva a essa disposição.
Buscamos superar, no caso Lula, a distância entre a teoria e a vigência real dos direitos humanos. O Comitê de Direitos Humanos da ONU apontou, por meio de suas recentes decisões, o acerto desse caminho e irá julgar o caso do ex-presidente Lula possivelmente em 2019. As determinações até aqui proferidas têm por objetivo impedir a ocorrência de danos irreparáveis ou que possam frustrar a execução da decisão final.
De acordo com a Observação Geral 33, editada pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU em encontro realizado em Genebra de 13 a 31 de outubro de 2008, “em qualquer caso, os Estados-Pares terão que utilizar de todos os meios que estiverem ao seu alcance para dar efetividade às determinações do Comitê”.
Esperamos que as autoridades brasileiras e também os agentes não estatais de alguma forma envolvidos cumpram as decisões do Comitê de Direitos Humanos da ONU, porque eventual responsabilidade internacional sobreviverá a governos, a mantados, nomeações ou concessões. É o Brasil, como Estado-parte, que assumiu a obrigação de dar eficácia às deliberações daquela Corte Internacional de Direitos Humanos.

Por  Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins
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